Já em modelo Humano, estudos observacionais sugerem que o Jejum Intermitente pode apresentar resultados a curto prazo (4-8 semanas), mas quando comparado a dietas convencionais isocalóricas não parece apresentar vantagem. No entanto, os estudos apontam para uma possível estratégia eficaz e alternativa à restrição calórica constante em indivíduos com excesso de peso, a partir do momento em que favorecer a adesão ao deficit energético. Um estudo mais recente, publicado ainda este ano no Journal of the American Medical Association, mostra também que o Jejum Intermitente não apresenta vantagem para perda de peso comparativamente a uma dieta convencional isocalórica. Neste mesmo trabalho não foi verificada qualquer diferença de relevo em parâmetros de saúde cardiometabólica.
Essa banalização mostra o quanto é importante que reiteremos que o veganismo é um fenômeno ético e político diretamente ligado à libertação animal, e não uma “dieta boa para emagrecer”. Essa reafirmação precisa, como objetivo, impedir que o termo “vegan” perca seu significado libertário e sua carga de consciência política e seja rebaixado a um mero termo caça-níquel, a ser usado em prol de produtos de “boa forma” e da exploração aética do nicho de mercado “vegan-friendly”. Os Direitos Animais dependem da manutenção da força do veganismo como atitude ética e consciente.
Muitos estudos mostram que os veganos têm um risco maior de deficiência de vitamina B12, vitamina D3, ômega-3, iodo, ferro, cálcio e zinco. Isso pode representar um risco particular para aqueles com necessidades especiais, como crianças, mulheres grávidas e lactantes. Além de procurar orientação profissional para compor uma dieta balanceada, muitas vezes é necessário o uso de suplementos.
"Tem havido estudos que sugerem que a ingestão regular de pequenas refeições é vantajosa para a saúde, desde que não acabemos por comer mais", diz. "Infelizmente, é isso que acontece no mundo real", faz notar, todavia. O autor afirma que "petiscar serve apenas para abrir o apetite" e refere um estudo segundo o qual, atualmente, se ingere diariamente mais 180 calorias em lanches e 120 em refeições normais do que há 30 anos.
Concluo reforçando que são necessários mais estudos para podermos assumir uma posição clara, mas os dados que dispomos sugerem que o Jejum Intermitente pode ser uma estratégia viável para perder peso e melhoria metabólica global. Não necessariamente a melhor, mas mesmo assim possível se de alguma forma facilitar a adesão ao deficit calórico, o factor crítico em qualquer estudo da vida real. É importante também sublinhar que como padrão alimentar que é, não dispensa as boas escolhas a nível de alimentos, não é adequado para toda a gente, e os efeitos a longo prazo não são totalmente conhecidos. Nunca como hoje é importante ser céptico, mas receptivo à mudança que acompanha o progresso científico. E neste momento existe uma porta aberta para o IF, mas que não parece ir dar a um local diferente da restrição calórica convencional.
"Nós fizemos uma estimativa do efeito sobre o peso corporal, quando as dietas vegetarianas são prescritas", dizem os pesquisadores que analisaram as alterações no peso corporal em grupos de controle que receberam tratamentos para emagrecer, com a prescrição destas dietas, e nos grupos que não receberam esta recomendação, usando um modelo de efeitos aleatórios para estimar a diferença média de peso. "Não houve diferença significativa na perda de peso entre os estudos que analisaram os ovo-lacto-vegetarianos, daqueles em dietas veganas", acrescentam.
Eu já publiquei aqui no site uma matéria supercompleta sobre o jejum intermitente, um novo estilo de alimentação que vem ganhando adeptos em todo o mundo! Falamos sobre as variações que há nesse estilo de alimentação que, em linhas gerais, prega a prática de períodos de jejum (em alguns casos a cada cinco dias, em outros, por longos períodos diários) para termos um corpo mais saudável e nos mantermos no peso ideal.
Kahleová acrescenta que os resultados são particularmente importantes para doentes de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica: “Esta descoberta é importante para pessoas que estão a tentar perder peso, incluindo pessoas que sofrem de síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Mas também é relevante para qualquer pessoa que leve a sério o seu controlo de peso e queira permanecer saudável.”
A investigação centra-se cada vez no jejum intermitente e nos teus efeitos positivos no corpo humano. Paracelso, um médico suíço do século XVI, estava convencido disso. “O jejum é o melhor remédio”, disse. Estudos a longo prazo são de grande interesse e, naturalmente, fornecerão mais informações. O melhor de tudo para si é que não precisa de planos de dieta complicados ou contagem de calorias para começar a desfrutar dos muitos efeitos benéficos do jejum intermitente.
E lembre-se de que boa parte das pesquisas sobre o jejum intermitente ainda está em estágio inicial. Muitos dos artigos mencionados advêm de estudos pouco extensos, de curta duração, ou então, realizados em animais e não em humanos. Muitas dessas questões só poderão ser respondidas com mais firmeza, depois de serem intensificados os estudos realizados com pessoas.
O jejum intermitente é capaz de afetar o nível de alguns hormônios que estão diretamente ligados à obtenção de energia e podem ajudar a perder peso. A gordura corporal é a maneira do organismo armazenar energia. Quando não comemos nada, o corpo se adequa para tornar a energia armazenada mais acessível. Desta forma, ocorrem mudanças na atividade do sistema nervoso, bem como mudanças em vários hormônios cruciais para o funcionamento do organismo.
Este chá para além de ajudar no emagrecimento, ajuda na desintoxicação do organismo! Ele acelera o metabolismo e colabora na digestão de gorduras. Óptimo para quando fazem uma refeição mais pesada! As folhas de alcachofra são o ingrediente perfeito para limpar essas gorduras. Basta ferver 1l de água e com o fogo já apagado, acrescentem 1 xícara de folhas de alcachofra. Depois deixem descansar por dez minutos. Coem e bebam até três xícaras deste chá por dia.
×